sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O vilão. Que também é herói.

Era uma vez... Não, nada disso. Mas por acaso é uma boa deixa para o início do post. O que mais gosto nos filmes não é a parte poética da coisa, apesar de ser o fundamental para envolver o espectador e o atrair, mas sim a forma como o vilão se encaixa na história. Porque se não existisse o mau da fita, pobre herói, não teria o trabalho de salvar donzelas em perigo ou o seu próprio filho das garras do malfeitor. Só por isso, já merece referência.

E depois a acção, o suspense, as típicas perguntas de entusiasmo, tudo se deve à personagem mais ingrata de todo o começo "Era uma vez..." . O herói vai sempre figurar nas prateleiras, vai ser comprado primeiro e o vilão é apenas adquirido para ser derrotado, mais uma vez, pelas forças do bem.

De certa forma é quase como distinguir o pobre do rico. Uma pessoa rica, quando passa pela rua é imediatamente detectada enquanto que os pobres, esses mal são vistos. E isso porque são muitos, cada vez mais. Um dia, o vilão também será herói e o pobre, pode ser pobre, mas será visto.

3 comentários:

  1. Mas também pode acontecer não haver vencedores...Há realmente pessoas que rotulam os outros, mas também se esquecem de olhar para si próprias...Continua com as tuas crónicas..
    Estou a gostar...
    Beijos e abraços
    Marta

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  2. Os vilões serão ultrapassados. Cada vez menos econtro na literatura maus da fita, e até em filmes; sem contar com desenhos animados e livros infantis, já quase não os vejo em lado nenhum. Um vilão não tem de ser necessariamente um cliché, um estereótipo. Olhe-se, por exemplo, para a prestação de Heath Ledger como Joker, no filme do Batman (Cavaleiro das Trevas). Temos ali um vilão poderoso, mas com um passado traumático, e justificações para os seus actos psicopatas.

    Gostei do post. Vivam os vilões (na literatura e nos filmes, claro, que na realidade não queremos cá nada disso!).

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