sábado, 20 de março de 2010

O tempo fez-me reflectir...

E acabei por constatar que está tudo na mesma. Não quero ser pessimista, nem dar um certo negativismo a este pobre, pobre,pobre... Portugal, mas como estamos, já ninguém nos livra de uma nuvem negra por cima da cabeça.
Ao ler os jornais, apercebo-me que os verdadeiros criminosos continuam livres e que os pobres que roubam pão ou leite ou que decidem resolver os problemas ao murro e ao pontapé são presos. Que grande justiça, sim senhora! E ainda falam da nossa qualidade jurídica. Realmente, se dissermos muitas vezes uma coisa, acabamos por acreditar nela.
Há uma coisa que não me sai da cabeça à vários dias. E se de repente alguém pensasse em fazer uma Revolução? Haveriam armas, haveriam forças como a PIDE, haveriam até aqueles que espalhariam a palavra por todos os cantos, mas haveriam Homens e Mulheres suficientes para lutar contra o que está a acontecer? É que sinceramente... o tempo fez-me reflectir... e acabei por constatar que está tudo na mesma.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A moda dos Chupadores de Sangue

Muitas pessoas em Portugal não sabem o que significa a palavra original. E eu, como não quero deixar ninguém na ignorância, tomei a liberdade de pegar num dicionário e transcrever a sua informação.
Original - que está na origem; primitivo; natural; inato; que tem carácter próprio; inventado; feito sem modelo...
Depois destas considerações, passarei ao verdadeiro tema desta crónica.

Está na moda ser-se vampiro. Ter uns dentinhos afiados, beber sangue, ser pálido, ser anti-social, acreditar em personagens literárias que não existem. Peço desculpa, elas existem. Na SIC, na TVI, cuidado que elas vão chegar. Qualquer dia as crianças já não vão querer ser heróis ou heroínas, preferem vestir-se de forma estranha e andar a atacar pescoços por esse Portugal fora.

E não tenho nada contra vampiros. Que fique bem claro. Mas para prevenir, tal como reza a lenda, já providenciei o meu colar de alho e a garrafinha de água benta.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Fazer "Click"

Assim que pensei no título, lembrei-me de imediato do filme com esse mesmo nome, "Click" , protagonizado por Adam Sandler. Um controlo remoto universal, hã? Até que não é uma má ideia, mas tendo em conta tudo o que aconteceria se alguém possuísse tamanho poder... Só mesmo no cinema.

Não é que não quisesse controlar algumas coisinhas tipo pessoas que falam demais, cães barulhentos, ou fazer tudo aquilo que tenho em atraso suficientemente rápido para não me sentir cansada ou aperceber-me que durante algum tempo tinha sido bastante preguiçosa. De facto, se encontrasse um comando com uma tecnologia em que os japoneses ainda não tivessem tocado, sentir-me-ia como o Bill Gates quando teve a brilhante ideia de fundar a Microsoft.

E não estou de maneira nenhuma a criticar os japoneses, muito pelo contrário. Acho que são os responsáveis por toda a tecnologia , por todo este mundo que tenta inovar e ultrapassar o já criado. Nem o Bill Gates, se me permitem esclarecer. Se não fosse esse homem e o seu sócio, acho que nem os japoneses teriam tanto sucesso no mundo 3G.

Despeço-me por agora. Sem clicks.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Esta coisa de passear o esqueleto...

O assunto que trago hoje é deveras eloquente. Não, na verdade nem por isso. Mas trata-se de algo que nesta sociedade, nomedamente nos jovens, é de referir. O interesse desta classe, desta geração, que por acaso é a minha, de ir para a escola. Não é assim tão fácil, nem de encarar com um sorriso quando está frio, quando chove, quando se tem disciplinas de grande atenção logo pela manhã, de facto há um grande conjunto de condições desfavoráveis para que os dias, especialmente no Inverno e no que toca ao quotidiano escolar, não sejam apelativos. Mas existem casos...

Quando se quer realmente atingir um objectivo, luta-se por ele. Mesmo que seja complicado, que não haja uma boa percentagem a favor. No entanto, há aquelas pessoas, novamente voltando à dimensão escolar, que vão para as aulas, ou que simplesmente não têm que fazer durante o dia, inteiramente para passear o esqueleto. Não têm bons resultados, não se aplicam, limitam-se a mostrar as marcas de roupa, a exibir uma mochila e pouco mais que isso. Digamos que... como hei-de dizer isto de forma a não ferir susceptibilidades? E depois dizem que a sociedade não é feita de aparências.

Tentei controlar a minha opinião. Isto porque, no que toca a este assunto, sou bastante crítica. O tipo de pessoa que atrapalha, que não tem uma ideia daquilo que supostamente uma situação acarreta, para mim não é alguém que irá muito longe. Mas quem sabe, quando o esqueleto já não possuir a mesma utilidade, essas pessoas possam mudar.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010 - Previsões ( e não, não falo de signos)

Esperei ansiosamente pelo dia 1 de Janeiro de 2010 para escrever este post. Todos os anos, antes da Passagem de Ano e depois dela, faço uma lista com aquilo que desejo ou que pretendo que este novo ano me reserve. Pensei durante muito tempo, (na verdade apenas um quarto de hora) , e finalmente consegui chegar a algo minimamente racional. Aqui vão as minhas previsões/desejos/aspirações/resoluções/ ( se alguém tiver mais algum sinónimo, por favor que o junte ao seu comentário) :

1º - Espero que toda a gente tenha saúde, para mim é fundamental e apesar de ser um cliché, todos sabem que sem ela, nada se pode fazer.

2º - Quero ser bastante determinada e não desistir dos meus sonhos. É muito importante que mesmo não se sendo bem sucedido à primeira, se volte a tentar. Blá blá blá... lá estou eu a divagar outra vez...

3º - Quero decidir-me quanto a uma profissão. Este é um dos aspectos que mais vou ter em conta neste 2010 acabadinho de estreiar.

4º - E é claro... Agora de uma forma geral, desejar a todas as pessoas paz, amor, sucesso, determinação, felicidade, tudo o que é bom. E antes de me despedir, agradecer a quem tem acompanhado este blog, o tem comentado, tem feito dele um espaço agradável e é com muita satisfação que o vou continuar a fazer. A todos, muito obrigado.

Um começo de ano com o pé direito
=)

sábado, 12 de dezembro de 2009

O tipo de música que fura os tímpanos

Creio que não fui muito objectiva. O que realmente queria dizer é que alguns cantores, que acreditam ser cantores, têm muito mais talento para demonstrar, não tem que ser necessariamente no mundo da música. Esta foi a justificação mais simpática que encontrei para classificar o tipo de pessoa que ou não ouve como canta, ou então tem mesmo os tímpanos furados.

E essa frase de: "Quando acreditas, tudo é possível", isso é mentira. Foi só uma estratégia da Nike para que as suas vendas aumentassem. Uma pessoa que não sabe desenhar, mesmo que se dedique à aprendizagem, vá para uma escola de Artes, nunca terá realmente a inspiração e a técnica de alguém que sempre desenhou com um traço quase perfeito. Não quero dizer que não consiga, depois de todos os passos dados, reunir algumas condições para ser considerado arquitecto ou pintor, mas será apenas um daqueles de bairro, que se multiplica em trabalhos para poder pagar as contas ao final do mês.

Por essa mesma razão, ainda não escolhi o curso que vou seguir. Falta-me apenas um ano para ir para a Universidade e sinceramente continuo indecisa. Há quem diga que tenho "lábia" suficiente para ir para Advocacia, que consigo demonstrar o meu ponto de vista de forma aliciante e convincente, outros dizem que a Psicologia encaixa perfeitamente no meu perfil. Digo as palavras certas no momento certo e ajudo quem precisa apenas por me interessar pelo seu estado. E há ainda alguns, que dizem que tenho a capacidade de escrever maravilhosamente bem. Inclusivé certos professores que têm bastante confiança nas minhas capacidades literárias. Vai ser difícil escolher. E por agora não penso muito nisso, prefiro levar a vida com o meu sempre presente, espírito irónico.

Feliz Natal! =)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O dia em que deixei de acreditar no Pai Natal

" Esta é uma carta dirigida a alguém que não existe. Já existiu, no tempo em que pensava que o sol brilhava para todos ou que tal como eu, todas as pessoas enfrentavam a vida com um sorriso nos lábios. Lembro-me da última vez em que acreditei em ti. Levaram-me para uma sala ao pé da varanda para não ver um senhor de barbas brancas e fato vermelho a descer pela chaminé, trazendo todos os meus presentes. Quem me dera não ter recebido nada, quem me dera nunca ter acreditado em ti...

No Natal seguinte não apareceste. E eu desconfiei e perguntei porque estava tudo diferente. As coisas já não estavam bem, eu sabia mas não conseguia fazer nada para me sentir melhor. E depois desse mesmo Natal, veio outro. E outro. O Pai Natal não vem? Será que ficou doente? Ou não me tenho portado bem e ele resolveu dar os meus presentes a outras crianças? Vá lá, podia ser um bocadinho egoísta mas não compreendia porque razão me tinhas deixado para trás. Logo a mim! Que tanto acreditava em ti, que tanto esperei por ti...

Depois deste-me uma prenda ingrata. Na verdade duas. No início custou, apetecia-me chorar e ficar muito quieta no meu quarto, longe de toda a gente. Um Natal separado hã? Onde me cobravam por estar num lugar e se por acaso escolhesse esse mesmo lugar, todas as outras pessoas me cobravam por estar ali. Sabes o quanto doeu ter de optar? E ouvir as bocas de quem mais gostava por não ter feito aquilo que elas queriam? Como se eu fosse um boneco, a minha própria prenda...

E a segunda prenda foi a mais dolorosa que me deste. Foste tão mau por ter deixado de acreditar em ti... Mais uma separação. Desta vez definitiva. Chovia tanto que quase não quis ir. Não foi opção, mais cedo ou mais tarde acabarias por ir e eu não me convenci disso a tempo. O Natal deixou de ser aquilo que era. Não porque cresci mas sim porque deixei de acreditar em ti. Por isso, este Natal, não me visites. As prendas que um dia me deste, todas as que enchiam a chaminé, dá-las a quem mais precisa. Eu não me importo, agora já não".